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domingo, 10 de janeiro de 2010

Parassíntese de um dia en|solarado






“A poesia tem a capacidade de transformar a experiência humana e cotidiana em algo universal.”
Jean Maciel




    O fim de tarde daquele sábado estava in|suporta|vel|mente quente. Em meio a uma multidão de prefixações, sufixações, derivações e parassínteses, que latejavam em minha mente, estava, no fim da avenida, a sua condução. Ela estava partindo do ponto sem você. E como um lampejo do contraditório passou pelo campo neuro-lexico, o neologismo de “partirficando” de/com sua companhia. Embora o corpo corresse na ânsia de alcançar o coletivo. Parte minha queria que o condut|or não tivesse me visto. Corri com a contradição de chegar ou quem sabe encontrar uma pedrinha ou uma casca de banana que me impedisse de chegar ao meu objetivo final de parar a maquina que iria me privar de estar com você um pouco mais. Pensei dentro do meu querer, seria um tombo re|compess|a|dor, pois como premio, teria mais alguns minutos em sua companhia. Porém o tempo quente e a distancia de sua casa não eram nenhum pouco re|confortant|e|s para você. Antes de mim (desejo), você (bem estar).
   Corri o máximo que pude, sem tropeçar, e parei a sua carruagem de 47 lugares e com ar condicionado...
   Algumas coisas na vida, mesmo boas, deverem durar o tempo que precisam.   Naquela tarde sua companhia foi a passageira.
Aquele arrepio do espirro, um cafuné, o pulo corajoso de um trampolim, o abraço de um amigo saudoso, um beijo apaixonado ou a alegria de ver o seu nome escrito no jornal na seção aprovado no concurso devem durar o tempo que merecerem. Nem mais, nem menos. Apenas o tempo em que são vividos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A pior distância é aquela que se mede por apenas um abraço...




Era Uma Vez

Uma Lua que nasceu de dia
Um poeta que bebeu perfume
Um gota que secou na pia
Uma estrela que era vagalume
Uma fruta que ficou madura
Um cavalo que dormiu de quatro
Um covarde que partiu pra luta
Um Deus que cometeu pecado

Era uma vez...
Era uma vez...
Que é, que é, que é, que era uma vez

Um segredo que ninguém sabia
Uma onda que morreu na praia
Um problema que não existia
Uma estrela quando o dia raia
Uma roupa que saiu de moda
Um camelo que sentia sede
E um sonho que já não importa
Uma pedra que virou parede

Fugiu de casa muito cedo
O trem levou pra muito longe
Uma nuvem que pousou na Terra
Um amigo que virou amante
Uma cena que saiu da tela
Um vida que seguiu adiante

Era uma vez...
Era uma vez...
Que é, que é, que é, que era uma vez

Titãs